Comprimidos

Leia a bula.

Ao persistirem os sintomas, procure um médico que saiba responder algo além de "deve ser amor".
Que coisa doentia.

sexta-feira, outubro 15, 2010

Oi internautas.

Há quem diga que nascemos pra nós mesmos. Que o mundo não passa de um encontro de pequenos mundinhos individuais que acabam se entrelaçando e criando rebeliões sentimentais e ideológicas. Eu faço parte do grupo que crê que nascemos pro mundo. E que esse mundo é mais do que pedaços de solo, poeira e gente viciada em si mesma. É mais do que podemos perceber. Aliás, mais do que podemos ter. Somos superestimados, achamos que esse lugar é nosso mas não percebemos nossa pequeneza perto da existência das outras espécies. Não somos mais importantes que essas. Nem mais vitais. Só conseguimos dar um passo a frente na evolução. E por uma questão de sorte, acredite. Podiam ser os macacos a criarem esses iQualquerCoisa que entopem nossas vitrines.
Manequins. É como se tivessemos nos tornado bonecos montados. Trocamos de roupa mas não fazemos a menor questão de revermos nossos conceitos sobre quem e o que nos veste. E achamos normal quem doa a vida pra manter esse ciclo vicioso de futilidade. Pode parecer cômodo para mim, que estou sentada na frente de uma dessas armas sanguessugas da sociedade (ou inovação tecnológica, como queira chamar), mas pelo visto é a unica forma que me sobrou de chegar até as pessoas.
Paradoxo. É isso que marca os novos tempos. Enquanto pensamos que a cada dia nos aproximamos do patamar mais cobiçado da evolução nos tornamos incapazes de promulgar o tato. Há de chegar o dia em que o contato se torne obsoleto se não intermediado por fios. O dia em que nos tornaremos irracionais, monitorados por um chip social. Um passo à frente diante da incompatibilidade de nós mesmos.
E talvez meu pensamento de nascer para o mundo me torne um alvo mais evidente dessa onda futurista, quase uma vanguarda. Mas não me importo, eu resisto. Enquanto tiver consciência de sou mais que um amontoado plástico de vitrine, eu não me importo. Enquanto minha voz não for silenciada pela falha na instalação do Leadership 4320. Enquanto eu não me tornar um ciclope Nakashi. Enquanto eu for eu e, ainda assim, conseguir ser interessante.
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Um comentário:

Geraldo de Barros disse...

também estarei mais vezes aqui